Eu não sou de muitos amigos, sempre tive poucos amigos, eu sempre fui de dois ou três amigos mais próximos e não eram assim amigos grudados, best friend como eu vejo que acontece com algumas pessoas que conheço, nunca tive amigos que pudesse contar como se fossem sangue do meu sangue. Talvez você seja igual a algumas pessoas que eu conheço que tem amigos muito mais chegados que irmãos ou talvez você seja como eu, que vive uma vida monótona, de poucos amigos. Tudo começou em 1999 quando eu era uma criança, e foi quando eu iniciei minha vida escolar, eu ia para a escola como qualquer outra garotinha da minha idade, e foi nessa época que eu descobri quem eram os amigos, na minha rua havia muitos grupos de crianças que brincavam na rua, naquele tempo não tinha celular e o que dirá computador e os pais regulavam a televisão, eu brincava com um grupo de meninas na minha rua mas as amiguinhas eram muito exclusivistas, quando uma criança ganhava brinquedos caros, todo mundo só queria brincar com ela, excluindo os outros, aquelas amigas se uniam e excluíam aqueles amiguinhos que não eram tão legais ou interessantes ao seu ponto de vista, e pasmem, eu era uma excluída. Alguns pais brigavam com seus filhos para me chamarem para as brincadeiras e mesmo assim eu era excluída e ninguém queria brincar comigo, eu era muito tímida e isso me tornava uma criança sem graça aos olhos de muitas das outras crianças. Eu chorava por não ter amigos, eu chorava por não ser popular, eu simplesmente chorava. Principalmente quando falavam, "chamem ela para brincar", "brinquem com ela", "vai lá e brinque com ela". 
Minha adolescência na escola foi mais difícil ainda, na escola havia muitos falsos amigos, eu sempre fazia trabalhos sozinha ou com a turma de excluídos do grupo popular, geralmente os populares na escola são pessoas que se acham muito e esnobam todo o resto que não pertence ao seu grupo. Quando eu pensava que tinha uma amiga, logo depois essa amiga me deixava por causa de outra e eu voltava a andar sozinha, eu queria ter materiais legais, uma bolsa estilosa, algo que fizesse eu ter amigos mas quando eu comprava os materiais do momento e a bolsa da moda, nada disso atraia amigos verdadeiros, pelo contrário atraia amigos falsos que só queriam compartilhar das minhas coisas, andar comigo por um tempo e depois corria atrás de outros amigos. Eu não me encaixava no grupinhos e em todo o recreio parecia que todos sempre notavam a minha solidão. Nessa época eu não havia aceitado Jesus e nem tinha um relacionamento com Deus, nem sabia ao certo o que era isso. Eu me sentia tão sozinha, queria sumir da escola, queria sumir da vida dos meus colegas para sempre, queria ir embora daquela cidade. A falta de amigos para mim era um problema pois em todos os lugares que eu ia, todas as meninas tinha seus amigos e eu não, e sempre me responsabilizavam por não ter amigos, falavam que eu não me enturmava com ninguém (os adultos falavam isso), quando na verdade era as pessoas que não me incluíam em seus rol de amigos. Em todos os lugares os amigos andavam com seus amigos, adolescentes com adolescentes e adultos com adultos e eu sempre sozinha. Foi bem nessa época da adolescência que eu comecei a se voltar a Deus, sabe aqueles momentos que você cai de cara com a realidade e percebe que não pode mais contar com ninguém ? Foi nesses momentos que eu encontrei Deus, eu acabei ficando muito presa a mim, comecei a escrever nesse tempo, no final do ensino Fundamental escrevi um pequeno conto em forma de livrinho para entregar para a professora, aquela historia que falava de um garoto que morava em uma favela no Rio de Janeiro e conseguiu vencer na vida através dos estudos, até eu me surpreendi com a narrativa. Deus me mostrou que Ele em mim venceria todos os obstáculos que eu sozinha não conseguiria. Eu parei de me preocupar com amizades , parei de me importar por não ter tantos amigos, acabei dando graças a Deus por não ter certas amizades em minha vida. Eu havia desistido de ter amigos, desistido de fazer de tudo para que tivesse pessoas da minha idade para conversar e dizer que são meus amigos, comecei a me preocupar com o que eu faria da vida, qual era meu estilo de se vestir, com qualquer coisa menos com o tanto de amigos que eu tinha.
Me converti aos quinze para dezesseis anos, mas meu encontro com Deus tinha ocorrido bem antes, mas foi com essa idade que tomei o primeiro passo de fé, oficializei com o batismo nesse mesmo ano o meu relacionamento com Deus. Era o começo de uma grande caminhada e da chegada do melhor amigo que eu pudesse ter. Na Igreja que me converti nos primeiros momentos me senti amada como nunca, parecia que eram minha família e que eu pudesse contar com eles para tudo. Só que no grupo de adolescentes eu também era excluída, eu e outras garotas, na época, faziam programações só entre eles, os mais chegados e os outros ficavam de fora, cumprimentavam só quem eles gostavam e os outros esnobavam, lembro que aquelas meninas se achavam muito e muitos de seus pais eram iguais, eram as chamadas panelinhas, mas eram panelinhas bem armadas, do tipo que olhavam com olhar esnobe, desprezavam os outros, era horrível, não havia conversão por parte daquelas pessoas, quando existe conversão há amor pelo próximo e respeito. Eu ficava sozinha, estava sozinha, mas eu não era mais sozinha, eu sentia desde aquele tempo a presença do Espírito Santo, eu buscava, lia muito a Bíblia, só ia para a escola e passava o dia inteiro lendo a Bíblia, eu cresci muito pois aprendi como nunca sobre o reino de Deus. Não me importava mais quem era meu amigo, quem não era, a glória de Deus foi tanta que você desiste da amizade dos homens e passei a se apegar com a amizade de Deus. 
Tudo o que nós temos que passar só Deus vai estar lá para nos socorrer, no desespero, na alegria, na ansiedade, em todos os seus momentos, bons ou ruins, Ele estará lá. 
Eu vou onde eu tiver que ir sozinha, quem quiser vim que venha, mas eu vou com meu Deus! 


 


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06/04/2016

Quando eu desisti da amizade

Eu não sou de muitos amigos, sempre tive poucos amigos, eu sempre fui de dois ou três amigos mais próximos e não eram assim amigos grudados, best friend como eu vejo que acontece com algumas pessoas que conheço, nunca tive amigos que pudesse contar como se fossem sangue do meu sangue. Talvez você seja igual a algumas pessoas que eu conheço que tem amigos muito mais chegados que irmãos ou talvez você seja como eu, que vive uma vida monótona, de poucos amigos. Tudo começou em 1999 quando eu era uma criança, e foi quando eu iniciei minha vida escolar, eu ia para a escola como qualquer outra garotinha da minha idade, e foi nessa época que eu descobri quem eram os amigos, na minha rua havia muitos grupos de crianças que brincavam na rua, naquele tempo não tinha celular e o que dirá computador e os pais regulavam a televisão, eu brincava com um grupo de meninas na minha rua mas as amiguinhas eram muito exclusivistas, quando uma criança ganhava brinquedos caros, todo mundo só queria brincar com ela, excluindo os outros, aquelas amigas se uniam e excluíam aqueles amiguinhos que não eram tão legais ou interessantes ao seu ponto de vista, e pasmem, eu era uma excluída. Alguns pais brigavam com seus filhos para me chamarem para as brincadeiras e mesmo assim eu era excluída e ninguém queria brincar comigo, eu era muito tímida e isso me tornava uma criança sem graça aos olhos de muitas das outras crianças. Eu chorava por não ter amigos, eu chorava por não ser popular, eu simplesmente chorava. Principalmente quando falavam, "chamem ela para brincar", "brinquem com ela", "vai lá e brinque com ela". 
Minha adolescência na escola foi mais difícil ainda, na escola havia muitos falsos amigos, eu sempre fazia trabalhos sozinha ou com a turma de excluídos do grupo popular, geralmente os populares na escola são pessoas que se acham muito e esnobam todo o resto que não pertence ao seu grupo. Quando eu pensava que tinha uma amiga, logo depois essa amiga me deixava por causa de outra e eu voltava a andar sozinha, eu queria ter materiais legais, uma bolsa estilosa, algo que fizesse eu ter amigos mas quando eu comprava os materiais do momento e a bolsa da moda, nada disso atraia amigos verdadeiros, pelo contrário atraia amigos falsos que só queriam compartilhar das minhas coisas, andar comigo por um tempo e depois corria atrás de outros amigos. Eu não me encaixava no grupinhos e em todo o recreio parecia que todos sempre notavam a minha solidão. Nessa época eu não havia aceitado Jesus e nem tinha um relacionamento com Deus, nem sabia ao certo o que era isso. Eu me sentia tão sozinha, queria sumir da escola, queria sumir da vida dos meus colegas para sempre, queria ir embora daquela cidade. A falta de amigos para mim era um problema pois em todos os lugares que eu ia, todas as meninas tinha seus amigos e eu não, e sempre me responsabilizavam por não ter amigos, falavam que eu não me enturmava com ninguém (os adultos falavam isso), quando na verdade era as pessoas que não me incluíam em seus rol de amigos. Em todos os lugares os amigos andavam com seus amigos, adolescentes com adolescentes e adultos com adultos e eu sempre sozinha. Foi bem nessa época da adolescência que eu comecei a se voltar a Deus, sabe aqueles momentos que você cai de cara com a realidade e percebe que não pode mais contar com ninguém ? Foi nesses momentos que eu encontrei Deus, eu acabei ficando muito presa a mim, comecei a escrever nesse tempo, no final do ensino Fundamental escrevi um pequeno conto em forma de livrinho para entregar para a professora, aquela historia que falava de um garoto que morava em uma favela no Rio de Janeiro e conseguiu vencer na vida através dos estudos, até eu me surpreendi com a narrativa. Deus me mostrou que Ele em mim venceria todos os obstáculos que eu sozinha não conseguiria. Eu parei de me preocupar com amizades , parei de me importar por não ter tantos amigos, acabei dando graças a Deus por não ter certas amizades em minha vida. Eu havia desistido de ter amigos, desistido de fazer de tudo para que tivesse pessoas da minha idade para conversar e dizer que são meus amigos, comecei a me preocupar com o que eu faria da vida, qual era meu estilo de se vestir, com qualquer coisa menos com o tanto de amigos que eu tinha.
Me converti aos quinze para dezesseis anos, mas meu encontro com Deus tinha ocorrido bem antes, mas foi com essa idade que tomei o primeiro passo de fé, oficializei com o batismo nesse mesmo ano o meu relacionamento com Deus. Era o começo de uma grande caminhada e da chegada do melhor amigo que eu pudesse ter. Na Igreja que me converti nos primeiros momentos me senti amada como nunca, parecia que eram minha família e que eu pudesse contar com eles para tudo. Só que no grupo de adolescentes eu também era excluída, eu e outras garotas, na época, faziam programações só entre eles, os mais chegados e os outros ficavam de fora, cumprimentavam só quem eles gostavam e os outros esnobavam, lembro que aquelas meninas se achavam muito e muitos de seus pais eram iguais, eram as chamadas panelinhas, mas eram panelinhas bem armadas, do tipo que olhavam com olhar esnobe, desprezavam os outros, era horrível, não havia conversão por parte daquelas pessoas, quando existe conversão há amor pelo próximo e respeito. Eu ficava sozinha, estava sozinha, mas eu não era mais sozinha, eu sentia desde aquele tempo a presença do Espírito Santo, eu buscava, lia muito a Bíblia, só ia para a escola e passava o dia inteiro lendo a Bíblia, eu cresci muito pois aprendi como nunca sobre o reino de Deus. Não me importava mais quem era meu amigo, quem não era, a glória de Deus foi tanta que você desiste da amizade dos homens e passei a se apegar com a amizade de Deus. 
Tudo o que nós temos que passar só Deus vai estar lá para nos socorrer, no desespero, na alegria, na ansiedade, em todos os seus momentos, bons ou ruins, Ele estará lá. 
Eu vou onde eu tiver que ir sozinha, quem quiser vim que venha, mas eu vou com meu Deus! 


 

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