_ Um dia como outro qualquer. Pensou ela, foi para a escola estudar aquela matéria chata de Física, cumprindo a mesma rotina, já estava cansada daquilo tudo, se não bastasse teria que ficar com sua irmã a tarde inteira enquanto seus pais trabalhavam, nada de diferente como sempre. 
_ Bom dia alunos! Hoje nós iremos estudar as Leis de Newton dando continuidade a aula da semana passada, para começar peço para que dois de vocês vá buscar os livros. 

_ Ninguém merece aula com essa professora! Disse o Pedro, sempre o Pedro, reclamava de todos os Professores, matava aula diariamente para poder ficar com uma garota do 2 ano. Ele era legal mais como todos os garotos do 3 ano não era nada certinho, gostava de levar a vida do seu próprio jeito.
Depois de pensar essas coisas, Carlinda voltou para a realidade, estava voando enquanto todos estavam lendo seus livros e respondendo as perguntas.

_ O que deu em você garota? Está como se estivesse no mundo da lua. Pedro disse isso porque havia minutos que Carlinda não se movia e estava como alguém que sonhava acordada.

_ Na verdade eu acho que estava. Faz horas que vocês estão respondendo as questões.

_ Alguns minutos.Você não quer reprovar de Física não é? Pedro como sempre questionando a colega.

_ Deus me livre, meus pais me matam.

_ Então o que está esperando para começar a responder.

_ Você tem razão eu estava viajando, já vou responder. 
Era tudo o que ela podia dizer, seus olhos estavam parados havia pensado muito em coisas que não tem muita importância, ela sabia que iria conseguir responder as perguntas até o final da aula. 

Quando a aula acabou Carlinda voltou para casa pensando em como tinha a habilidade de bater recordes, tinha acabado as questões bem antes dos que começara primeiro que ela, se considerava uma boa aluna por causa disso. Ria dela mesma por saber que mesmo em meio a tudo sempre dava um jeito de se superar, talvez não fosse dessas que passava a maior parte do tempo se lamentando, gostava mesmo é de correr atrás e recuperar o tempo perdido. _ Tenho que passar na escola da Vick para pegar ela. Referia-se a Victória sua irmãzinha mais nova de apenas sete anos, todos os dias que seus pais não podiam pegar ela na escola Carlinda tinha que ir. Depois que pegou sua irmãzinha foi direto para casa, como toda adolescente chegou já foi logo jogando os seus cadernos em cima da cama, trocando-se de roupa, atacando as panelas, percebeu que ainda teria de fazer comida, sem demorar muito foi fazer a comida, quando terminou sua barriga e sua irmã estavam com muita fome, para não dizer morrendo. Seus pais chegaram assim que terminaram de almoçar, eram funcionários de uma grande loja no centro da cidade. 
_ Carlinda você fez comida? Estamos com fome.
_ Fiz mãe, eu e a Victória já almoçamos. 
Carlinda vendo seus pais chegarem e logo atacarem as panelas, se imaginou por um momento no lugar deles, tendo que trabalhar todos os dias para poder oferecer o bom e o melhor para seus filhos e muitas vezes esses filhos não davam valor, o que não era o caso dela e de sua irmã, eram boas moças do tipo moda antiga que ainda respeitam o pai e a mãe, todas as vezes que desejam sair pedem permissão, talvez fosse por causa dos princípios da Bíblia que desde cedo aprenderam e seguiam, talvez fosse por isso. 
Seus pais almoçaram, descansaram um pouco e voltaram para o trabalho, ela ficou com sua irmã em casa, Vick gostava muito de assistir um desenho chamado Midinho - O pequeno Missionário enquanto que Carlinda gostava muito de ficar no seu computador mexendo no seu facebook, outras vezes se contentava em pegar um fone de ouvido enquanto lia a sua Bíblia lilás. 
Em um dia desses foi para a Igreja mais a sua família, a mensagem final falava sobre os pais que trabalham demais de deixam seus filhos o tempo inteiro sozinhos em casa. Seus pais ficaram com aquela palavra mais ao mesmo tempo pensaram que por mais que passassem o tempo todo trabalhando suas filhas eram meninas centradas, que estavam no caminho de Deus e foram para casa, depois de alguns dias esqueceram daquilo que tinham ouvido aquele dia.
Um dia como outro qualquer foram para o serviço, as meninas foram para a escola, em sua rotina de sempre. Voltaram da escola, e eles vieram almoçar, perguntaram para elas enquanto descansavam como tinha sido a escola, todas responderam que tudo bem. Carlinda contou de sua habilidade de responder as questões e terminar primeiro que todo mundo, Victória contou que está aprendendo a ler e que sua professora deu um desenho para pintar. Terminando o seu tempo de almoço foram para o serviço, deixando as meninas em casa, Victória pegou o seu desenho e foi pintar enquanto que Carlinda foi para o computador com um fone de ouvido, esqueceram-se de fechar a porta, um cara pulou dentro de casa, depois mais outro, pegaram a Victória com refém foram até Carlinda e mandaram ela ajudar eles a colocar todas as coisas de valor dentro de um saco que estava com eles. Chorando foi pegar as coisas, o DVD, ferro de passar roupa, centrifuga, aparelho de som, celular, e assim por diante, não eram muita coisa mais iria fazer falta, ao invés de querer salvar os pertences pensou na vida de sua irmã que tão nova, estava como refém daqueles bandidos. Entregou o saco com todas aquelas coisas, e eles foram embora, sem celular não podia chamar a polícia, abraçada com sua irmã ficou chorando.
 Não demorou muito chegou seus pais com a polícia, elas foram correndo abraçar eles, viram os dois ladrões dentro do carro dos policiais e nas mãos de seu pai o saco com as coisas. Sem entender como isso podia ter acontecido tão rápido Carlinda questionou-os.
_ Como vocês souberam que estávamos sendo assaltados? Como a polícia pegou os ladrões tão rápido?
_ Uma vizinha viu quando eles entraram aqui e ligou para a gente, ligamos para a polícia, ficamos escondidos esperando eles saírem para prenderem eles.
_ Como sabiam que eu não iria reagir?
_ Conhecemos a filha que temos.
_ Obrigada papai, obrigada mamãe.
_ Nós temos que pedir perdão por deixar vocês aqui sozinhas esse tempo todo.
_ Nós te perdoamos. Disse Victória.
_ Perdoados, respondeu Carlinda com um sorriso pós susto.
_ Deus nos perdoe por não ter dado ouvido a sua palavra naquele dia. Hoje mesmo vamos na Igreja, o que vocês acham?
_ Demorou. Respondeu Carlinda abraçada com sua família.

____________________ The End____________________________________________

       Edmara Oliveira


3 Comentários

  1. Nossa que texto lindo!

    Beijoos, Ana Carolina.
    http://simplesglamour.blogspot.com

    ResponderExcluir
  2. Confesso que chega deu preguiça quando vi o tamanho do texto.. rsrs
    Mas valeu muito a pena ler até o fim
    BELA HISTÓRIA

    Bom FDS

    Um BEIJO
    suavemalicia.blogspot.com.br

    ResponderExcluir
  3. Nossa! Que liindo!
    Beijo, Lili
    Princesa Teen / O blog.
    Eu no youtube / Maquiagem, dicas, DIY...

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12/04/2013

Uma lição de vida


_ Um dia como outro qualquer. Pensou ela, foi para a escola estudar aquela matéria chata de Física, cumprindo a mesma rotina, já estava cansada daquilo tudo, se não bastasse teria que ficar com sua irmã a tarde inteira enquanto seus pais trabalhavam, nada de diferente como sempre. 
_ Bom dia alunos! Hoje nós iremos estudar as Leis de Newton dando continuidade a aula da semana passada, para começar peço para que dois de vocês vá buscar os livros. 

_ Ninguém merece aula com essa professora! Disse o Pedro, sempre o Pedro, reclamava de todos os Professores, matava aula diariamente para poder ficar com uma garota do 2 ano. Ele era legal mais como todos os garotos do 3 ano não era nada certinho, gostava de levar a vida do seu próprio jeito.
Depois de pensar essas coisas, Carlinda voltou para a realidade, estava voando enquanto todos estavam lendo seus livros e respondendo as perguntas.

_ O que deu em você garota? Está como se estivesse no mundo da lua. Pedro disse isso porque havia minutos que Carlinda não se movia e estava como alguém que sonhava acordada.

_ Na verdade eu acho que estava. Faz horas que vocês estão respondendo as questões.

_ Alguns minutos.Você não quer reprovar de Física não é? Pedro como sempre questionando a colega.

_ Deus me livre, meus pais me matam.

_ Então o que está esperando para começar a responder.

_ Você tem razão eu estava viajando, já vou responder. 
Era tudo o que ela podia dizer, seus olhos estavam parados havia pensado muito em coisas que não tem muita importância, ela sabia que iria conseguir responder as perguntas até o final da aula. 

Quando a aula acabou Carlinda voltou para casa pensando em como tinha a habilidade de bater recordes, tinha acabado as questões bem antes dos que começara primeiro que ela, se considerava uma boa aluna por causa disso. Ria dela mesma por saber que mesmo em meio a tudo sempre dava um jeito de se superar, talvez não fosse dessas que passava a maior parte do tempo se lamentando, gostava mesmo é de correr atrás e recuperar o tempo perdido. _ Tenho que passar na escola da Vick para pegar ela. Referia-se a Victória sua irmãzinha mais nova de apenas sete anos, todos os dias que seus pais não podiam pegar ela na escola Carlinda tinha que ir. Depois que pegou sua irmãzinha foi direto para casa, como toda adolescente chegou já foi logo jogando os seus cadernos em cima da cama, trocando-se de roupa, atacando as panelas, percebeu que ainda teria de fazer comida, sem demorar muito foi fazer a comida, quando terminou sua barriga e sua irmã estavam com muita fome, para não dizer morrendo. Seus pais chegaram assim que terminaram de almoçar, eram funcionários de uma grande loja no centro da cidade. 
_ Carlinda você fez comida? Estamos com fome.
_ Fiz mãe, eu e a Victória já almoçamos. 
Carlinda vendo seus pais chegarem e logo atacarem as panelas, se imaginou por um momento no lugar deles, tendo que trabalhar todos os dias para poder oferecer o bom e o melhor para seus filhos e muitas vezes esses filhos não davam valor, o que não era o caso dela e de sua irmã, eram boas moças do tipo moda antiga que ainda respeitam o pai e a mãe, todas as vezes que desejam sair pedem permissão, talvez fosse por causa dos princípios da Bíblia que desde cedo aprenderam e seguiam, talvez fosse por isso. 
Seus pais almoçaram, descansaram um pouco e voltaram para o trabalho, ela ficou com sua irmã em casa, Vick gostava muito de assistir um desenho chamado Midinho - O pequeno Missionário enquanto que Carlinda gostava muito de ficar no seu computador mexendo no seu facebook, outras vezes se contentava em pegar um fone de ouvido enquanto lia a sua Bíblia lilás. 
Em um dia desses foi para a Igreja mais a sua família, a mensagem final falava sobre os pais que trabalham demais de deixam seus filhos o tempo inteiro sozinhos em casa. Seus pais ficaram com aquela palavra mais ao mesmo tempo pensaram que por mais que passassem o tempo todo trabalhando suas filhas eram meninas centradas, que estavam no caminho de Deus e foram para casa, depois de alguns dias esqueceram daquilo que tinham ouvido aquele dia.
Um dia como outro qualquer foram para o serviço, as meninas foram para a escola, em sua rotina de sempre. Voltaram da escola, e eles vieram almoçar, perguntaram para elas enquanto descansavam como tinha sido a escola, todas responderam que tudo bem. Carlinda contou de sua habilidade de responder as questões e terminar primeiro que todo mundo, Victória contou que está aprendendo a ler e que sua professora deu um desenho para pintar. Terminando o seu tempo de almoço foram para o serviço, deixando as meninas em casa, Victória pegou o seu desenho e foi pintar enquanto que Carlinda foi para o computador com um fone de ouvido, esqueceram-se de fechar a porta, um cara pulou dentro de casa, depois mais outro, pegaram a Victória com refém foram até Carlinda e mandaram ela ajudar eles a colocar todas as coisas de valor dentro de um saco que estava com eles. Chorando foi pegar as coisas, o DVD, ferro de passar roupa, centrifuga, aparelho de som, celular, e assim por diante, não eram muita coisa mais iria fazer falta, ao invés de querer salvar os pertences pensou na vida de sua irmã que tão nova, estava como refém daqueles bandidos. Entregou o saco com todas aquelas coisas, e eles foram embora, sem celular não podia chamar a polícia, abraçada com sua irmã ficou chorando.
 Não demorou muito chegou seus pais com a polícia, elas foram correndo abraçar eles, viram os dois ladrões dentro do carro dos policiais e nas mãos de seu pai o saco com as coisas. Sem entender como isso podia ter acontecido tão rápido Carlinda questionou-os.
_ Como vocês souberam que estávamos sendo assaltados? Como a polícia pegou os ladrões tão rápido?
_ Uma vizinha viu quando eles entraram aqui e ligou para a gente, ligamos para a polícia, ficamos escondidos esperando eles saírem para prenderem eles.
_ Como sabiam que eu não iria reagir?
_ Conhecemos a filha que temos.
_ Obrigada papai, obrigada mamãe.
_ Nós temos que pedir perdão por deixar vocês aqui sozinhas esse tempo todo.
_ Nós te perdoamos. Disse Victória.
_ Perdoados, respondeu Carlinda com um sorriso pós susto.
_ Deus nos perdoe por não ter dado ouvido a sua palavra naquele dia. Hoje mesmo vamos na Igreja, o que vocês acham?
_ Demorou. Respondeu Carlinda abraçada com sua família.

____________________ The End____________________________________________

       Edmara Oliveira

3 comentários:

  1. Nossa que texto lindo!

    Beijoos, Ana Carolina.
    http://simplesglamour.blogspot.com

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  2. Confesso que chega deu preguiça quando vi o tamanho do texto.. rsrs
    Mas valeu muito a pena ler até o fim
    BELA HISTÓRIA

    Bom FDS

    Um BEIJO
    suavemalicia.blogspot.com.br

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  3. Nossa! Que liindo!
    Beijo, Lili
    Princesa Teen / O blog.
    Eu no youtube / Maquiagem, dicas, DIY...

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